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[27 de março de 2008]

Toda linha que separa é delicada. Toca-la talvez libere toda a energia que nela está contida. Inundará os corpos de prazeres e dúvidas, carregará a força que mal existia segundos antes. Se fará uma sombra, esconderá e apaziguará muitas existências.


Rompeu-se. A linha agora está na ponta dos dedos. Tudo que toca tilinta, estrala, vibra. Se modifica. Atravessa paredes e cria raízes. Nunca dorme mas sempre sonha.

Calada vai crescendo diariamente, alimentando-se da própria energia. Ninguém sabe quando vai morrer, mas sempre morre. Sempre se vai sem avisar. Ninguém sofre, porque é assim.

Linhas. Tão delicadamente resistentes. Quem não tem medo de atravessa-las? Romper consigo mesmo e simplesmente viver cada momento como o último. Criar tudo aquilo que tiver vontade. Colocar o próprio mundo ao alcance das mãos.

A tênue linha, tão luminosa, tão segura... Ninguém quer toca-la, é tão mais belo deixar como está. Depois da linha nada se sabe. Felicidades e tristezas aguardam.

E eu que me risco inteira e aos poucos me apago até desaparecer.

Comentários

Saito =D disse…
Pra inaugurar os comentários então.
Um texto mais bonito que o primeiro, mas eu realmente queria te ver feliz escrevendo sobre borboletas e flores na primavera...

Podia comentar aqui? D: