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Amor Próprio

[01 de abril de 2008]

Fugidia e vulgar. Assim definiu-se a ansiedade por buscar mais e mais. Por nada esperava, nada mais queria. Olhava para todos os lados e nada enxergava. Caminhava, desejava. E morria, horas e horas morta, sem ação.

Inerte. Passam horas, dias, meses e anos. Assim fica parada, sem movimentar-se, quase um vegetal cheio de criatividade. E tudo tão difícil, tudo que poderia ter feito. E continua assim.

Eis que então quebra-se o ciclo. Onde foi mesmo que você tocou? O que foi mesmo que você alcançou? Sujeiras profundas, pervercidades, falta de amor. Falta tudo, menos medo. Medo sobra. Explode.

Suja, contamina, diminui. Ninguém. Solidão. Tortura. E medo. Todos os tipos de dor e culpa. Amor? Só mais uma palavra bonita cheia de vazio. Caiu.

Não toque nada, nem respire, nem coma. Deixe a vida esvair do seu ser lentamente. Corroa sua mente com tudo o que houver de pior. Vai assim, experimentando até o último fio de vida. E renasça para então tentar fazer algo de melhor.

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