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Branco

[31 de março de 2008]

Nada. Começa assim. O branco espaço da branca mente sem idéias mas cheia de vontade. Com qual vontade conduz e rodopia diante dos meus olhos. Não o mesmo. Nunca mais o mesmo.

Parado, diante do espelho, contempla a figura imóvel de sua boca. O desenho, a descoberta notável de nunca ter se olhado com atenção. Horas no silêncio. Valiosas. E vai passando, infinitamente, apagando todos os detalhes de como foi.

Desperta. Abre os olhos sem esforço e dá o primeiro passo. Parece incrível mas se contem. Contempla. O coração bombeia e bombeia, nunca sabe quando parar. Se deixa cair como se num último ato de coragem.

Flutua. Seus cabelos dançam no vento, tarantela. Pássaros e o calor do sol, brilhante brindando tudo que se enxerga. Vagarosamente feha os olhos e nota que mais nada será.

Pára. Qualquer sensação macia abraça seu corpo. Sente cada um de seus ossos confortavelmente organizados. Um mar branco, um continente branco. Acolhedor e vazio. Nada de belo nem de horrível. Branco. Olhos abertos ou não. Branco. Nada. De branco.

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