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[02 de março de 2008]

Começou a se mover devagar, quase parando. Depois mais rápido, acelerou com força total. E foi. Tudo foi ficando cada vez mais pequeno, como se as ruas e casas fossem meros pedaços da imaginação. E assim as árvores e montanhas. Tudo ao alcance das mãos.


O mar parece parado, uma textura nebulosa, uma obra de arte infinita. As nuvens parecem sólidos algodões brancos, tenho certeza que posso caminhar nelas.

Na linha do horizonte infinito do céu, o azul e o alaranjado do amanhecer encontram-se e formam uma linha branca que vai muito além de tudo.

O sol é mais forte aqui, mais quente e mais vivo. O mundo cabe na palma da mão, mal viajei mais já me sinto viajada por completo. Não posso deixar de me emocionar.

As linhas dos rios, os relevos das montanhas, as ondas batendo na praia. Tudo parece congelado, uma pintura criada para que eu possa admirar. A sombra do pássaro voando acima das nuvens.

As turbinas, a cidade. As casas amontoadas, os caminhos confusos. Tudo mais próximo. Nuvens densas desfocando. A força. E o chão.

Comentários

rytsan disse…
ainda viajo de avião tb.