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Mostrando postagens de Junho, 2008

Platonicidades

[17 de dezembro de 2006]

O amor despontava. Único e platônico como deveria ser, completo e inatingível. Era assim que ela o amava. Suave. Doce. Sem pedir nada além de amar.

Ela o olhava. Era como se houvesse ele em todos os lugares. Envolvia-lhe. Acariciava-lhe. Perdia-se nos sorrisos alheios. Corria no sangue. Mas mesmo assim longínquo. Inatingível.

Não havia temores. Ela nunca tentaria alcançá-lo. Talvez o trabalho não compensasse. Talvez fosse apenas admiração confusa. Talvez nem fosse nada.

Amar. Desejar sem querer, apenas desejar. Apenas querer bem. Não roubar, não matar nem perder a razão. Fazer em prosa o que couber à inspiração.

O sentimento secreto. Indescritível. Não doía nem fazia cócegas. Ela apenas tinha os olhos. A mente indo além. Os sonhos confundidos com realidade. Ninguém pode garantir o que é real.

Amor abstrato. Amor menos amor. Sentimento sem classe, sem vontade nem maldade. Ela o encontra, mas não sabe bem o que vê. Dorme e acorda com ele. Sonha. Quem sabe um dia, um b…
[04 de maio de 2008]

Espero que saiba que o amor é delicado e a brisa o vai levando enquanto andamos de mãos dadas. Nos acompanha. Pense comigo e perceba que essas coisas todas não são meras coincidências, porque no final estamos no começo de tudo.

Estamos sujeitos a viver nossas vidas. Que fosse então antes do fim, antes de tornar os fatos meras alucinações. Tolices humanas, não nos sabemos depois de despertos. Preferimos acreditar nos olhos do que no coração, viver o mais fácil do que o imprevisível.

E o amor foi assim tão nosso que tornou-se difícil de acreditar.