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Mostrando postagens de Agosto, 2008
[29 de agosto de 2008]

É completamente compreensível que você não note o quanto tudo isso esconde. Talvez seus olhos não estejam preparados para despejar todas as dúvidas que por ele perpassam. Num momento qualquer você será uma canção volupiosa e todo o seu corpo não será nada além de calafrios. E então será o dia mais lindo da sua existência. Explodirá.

Estou aqui te ouvindo atentamente, quase que de forma espetacular. Saio da minha mente para viajar por entre os poemas que ainda não me contou. Arranho sua pele bem de leve, quase que uma cócega. Sou inesperada mas quero te alcançar. Não foge de mim, sensação feita de orgulho, você todo é orgulho. Respira e corre, só não me deixa te abraçar. Faisca.

E quem mais pode ser tão encantador enquanto dorme? Muito além do mundo, me pergunto por onde passeia nessas horas intermináveis. Tem esse ar de quem acabou de nascer e o mundo não o conhece. Parece de mentira, um enfeite, uma brincadeira qualquer. E mesmo assim continua existindo.

Te apago d…
[19 de agosto de 2008]

Sei-me o suficiente. As coisas estão limpas e no lugar e não sinto sono, apenas certa preguiça que quase me leva para a cama. Em momentos assim tudo que eu gostaria de fazer era esvair-me, só que não consigo. Estou plena e grandiosa, a vitória tomou conta do meu ser. Já não tenho medo e é exatamente aí que reside o perigo.

Quero sentir falta de ar, ansiedade ou qualquer tipo de prostração. Um novo desafio, uma emoção mais forte para então desencadear o pensamento. Perder-me em cambalhotas, ser o globo da morte. Uma fantasia no lugar disso tudo que se vê.

Uma briga feia ou uma alegria intensa. Um encontro inesperado, uma nova amizade. Talvez o que eu busco - e bendito seja - já está dentro de mim antes mesmo de eu nascer. Busco o todo que me faz apaixonar dia após dia pelas voltas que minha mente dá em mim mesma. O prolongamento de minhas próprias diretrizes. Enfim, tudo o que sou capaz de fazer.

É exatamente essa vontade de escrever.

Luna

[04 de agosto de 2008]

Descobri que sei o que é amar alguém quando passo por uma situação diversamente qualquer. Um momento meio que longo, meio que breve, mas que mexa com o mundo de sentimentos que abrigo em meu ser. Ao menos eu não amo à primeira vista. Apaixono-me apenas, com bastante força, talvez quase que por completo. Porém amar é um passo além, um espaço impossível de se alcançar apenas com as pontas dos dedos.

Nunca gostei de cães. Sempre os achei bonitinhos quando filhotes e não tinha nada contra nenhum deles. Só que também não os amava. Até que um dia minha mãe me pediu um cachorro. Passei um tempo negando-a tal pedido até que, já sem muita saída, fiz-lhe uma surpresa: apareci com uma cadelinha, a qual demos o nome de Luna. A bolinha de pêlos era linda e amorosa, tão encantadora que foi impossível não gostar um pouquinho dela.

Certo dia minha mãe foi para a praia e eu fiquei em casa sozinha. Como somos muito ligadas, essa foi uma das primeiras vezes que nos separamos por tant…