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[19 de agosto de 2008]

Sei-me o suficiente. As coisas estão limpas e no lugar e não sinto sono, apenas certa preguiça que quase me leva para a cama. Em momentos assim tudo que eu gostaria de fazer era esvair-me, só que não consigo. Estou plena e grandiosa, a vitória tomou conta do meu ser. Já não tenho medo e é exatamente aí que reside o perigo.

Quero sentir falta de ar, ansiedade ou qualquer tipo de prostração. Um novo desafio, uma emoção mais forte para então desencadear o pensamento. Perder-me em cambalhotas, ser o globo da morte. Uma fantasia no lugar disso tudo que se vê.

Uma briga feia ou uma alegria intensa. Um encontro inesperado, uma nova amizade. Talvez o que eu busco - e bendito seja - já está dentro de mim antes mesmo de eu nascer. Busco o todo que me faz apaixonar dia após dia pelas voltas que minha mente dá em mim mesma. O prolongamento de minhas próprias diretrizes. Enfim, tudo o que sou capaz de fazer.

É exatamente essa vontade de escrever.

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