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[29 de agosto de 2008]

É completamente compreensível que você não note o quanto tudo isso esconde. Talvez seus olhos não estejam preparados para despejar todas as dúvidas que por ele perpassam. Num momento qualquer você será uma canção volupiosa e todo o seu corpo não será nada além de calafrios. E então será o dia mais lindo da sua existência. Explodirá.

Estou aqui te ouvindo atentamente, quase que de forma espetacular. Saio da minha mente para viajar por entre os poemas que ainda não me contou. Arranho sua pele bem de leve, quase que uma cócega. Sou inesperada mas quero te alcançar. Não foge de mim, sensação feita de orgulho, você todo é orgulho. Respira e corre, só não me deixa te abraçar. Faisca.

E quem mais pode ser tão encantador enquanto dorme? Muito além do mundo, me pergunto por onde passeia nessas horas intermináveis. Tem esse ar de quem acabou de nascer e o mundo não o conhece. Parece de mentira, um enfeite, uma brincadeira qualquer. E mesmo assim continua existindo.

Te apago dos meus pensamentos. Vivo a não existência de tudo que em mim sempre existiu e me vejo esvaziada. Esvaziei-me não de mim mesma, mas do mundo. O que resta então é a essencia da minha própria essencia. Sou-me uma roupa já seca no varal, vivendo ao sabor do vento.

O que motiva a minha existência é a espera de um corpo para enlaçar e proteger.

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