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[23 de setembro de 2008]

Por vezes me pego compenetrada em mim mesma enquanto faço algo que não necessite de meus pensamentos. Ao mesmo tempo que busco esvaziar-me, tateio o mundo de olhos fechados, como se sempre faltasse algo. Ao passo que tudo parece tranquilo, desejo então questões para ocupar-me.

Se paro, não é por querer. Estacionar-me, estatelar-me no caminho não é algo que me caiba, mas no fundo é minha obrigação. Pago a dívida de tanto ter corrido num instante para então descansar.

O descanso me irrita, esse é o problema. Um estado de pura preguila, viver a preguiça, respirar ópio e se deixar ficar tonto. O dia todo plantado no nada.

Eis-me agora com o problema. Irrita-me a demasiada ocupação da mente, tanto que, em casos extremos, ela corre o risco de desligar-se sozinha. Vivo uma tranquilidade interna por alguns instantes para então o turbilhão de pensamentos me afogar.

Sempre me pergunto como consigo me ser, fazer coisas que sequer imaginei ser capaz. Serei um acaso de mim mesma ou existem tantas eu que nunca saberei distinguir ao certo?

Comentários

Fontana disse…
Para não dizer que sinto algo parecido a isso, digo algo parecido antes que me escape e despareça: o descanço como sombra fina em algum canto do meio dia de um dia sem meia noite.