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[01 de fevereiro de 2008]

Ela vivia de trocar lâmpadas. Dia após dia ganhava o pão e a alegria com isso. Às vezes passava diversas horas rosqueando uma lâmpada no bocal, outras o fazia instantâneamente.

As lâmpadas eram dos mais variados tipos e intensidades. Claras, brancas, laminadas, frias, quentes, amarelas, azuis, verdes ou vermelhas. Pequenas ou grandes, isso não importava. Sua função era rosqueá-las.

Mas então surgia um problema: cada lâmpada tinha um bocal diferente. Isso dava muito trabalho para a menina. Com as lâmpadas mais comuns, as que já havia instalado diversas vezes, era fácil. O empecilho era com as lâmpadas novas.

Era então que passava vários dias em busca do bocal para aquela lâmpada. Afinal, se existia, algum lugar haveria de iluminar. Pedia ajuda, pesquisava em livros, recolhia opiniões. Até que um dia encontrava, demorasse o quanto demorasse.

Nunca jogava lâmpadas fora, mesmo quando não encontrava onde instalá-las. E num dia qualquer, quando não tinha nada mais por fazer, sentava ao sol, pegava sua caixa de lâmpadas velhas e brincava de desmontar e montar para ver o que sairia então.

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