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[09 de setembro de 2009]

(...) Tentou pensar em algo, qualquer coisa. Pensou em uma maçã, uma linda maçã vermelha. A fruta na árvore – mesmo sem nunca ter visto tal fruto no árvore – e depois a assisitu cair delicadamente no chão após vê-la rodopiar algumas vezes no ar. Foi assim que se acalmou e tentou voltar a sua retrospectiva particular, mas não obteve sucesso. O vazio estava todo ali, vinha e mordia a maçã, acabava com a cena. Nessas horas ela já quase dormia, quase dormia...

Mesmo entorpecida pelo sono chegou a conclusão de que sentia falta de algo. Perdera uma parte importante como quem perde um dente e só lhe resta um espaço vazio na boca, o qual, ao sabor da língua, parece maior do que realmente é. E nesse estado de pensamento sem pensamento, Ana dormiu um dos melhores sonos das últimas semanas. (...)

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