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Mostrando postagens de Janeiro, 2011

[18 de janeiro de 2011

Na turva madrugada
Vive um sonho infantil
Alimentado e alimentando
Um papel vazio

Tanto quero eu
Dessa vida meio mole
Passo o sono e sem querer
A madrugada me engole

Sonha o sonho que comigo sonho
O problema de entregar-se é simples
Não sei se toda sou-me sonho
Ou apenas ilusão com requinte

Adormeço numa grande loucura
Do grande enredo a imagem
Desperto enfim e o real me acerta
Do sonho resta apenas miragem

Meu sonho de escrever

Jogada na cama, olhando para o teto branco e as nuances de luz e sombra produzidas pela lâmpada do abajur, eu penso: quero escrever.

Quero escrever de atravessar-me, de parar de respirar, de provocação de sentimentos. Quero uma idéia e escreve-la de verdade ao invés de textos curtos que mal começam quando chegam ao fim.

Um escrever que me acompanhe diariamente, seja a minha segunda vida, meu pedaço inseparável enquanto não se conclui.

Um longo romance longe da flêuma da inspiração, de paixões. Construir o meu romance pedaço por pedaço. Pedaços de mim.