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Mostrando postagens de Abril, 2011

[29 de abril de 2011]

Universidades são uma grande utopia. Pesquisas acadêmicas, teorias, conceitos, descobertas, teses, textos, pilhas e mais pilhas de conhecimento que ficam para sempre alojados naquele espaço, nunca saem de lá. Gosto de aprender para aplicar em outros lugares, longe de lá. Mas não importa o quanto eu me esforce se os professores - muitos, não digo todos - ficam presos nesse mundinho utópico e rodeado de teorias.

O mundo hoje exige ações práticas, rapidez, velocidade da informação. Informação superficial para quem quer consumi-la, informações complexas para quem está estudando. Não podemos ignorar nem uma nem outra, mas de ambos os lado vejo como as pessoas fingem que não existe o outro ponto de vista. Talvez todos aqueles que vivam longe da erudição sejam mais sinceros consigo mesmos do que os que vivem a erudição exagerada - e por que não dizer falsa?

Olho o mundo com olhos de turista, estou sempre passeando por ele. Não sei como mas consigo ver cores diferentes nas cores iguais de todos…

[28 de abril de 2011]

Até pouco antes de entrar para o meu primeiro curso na faculdade, eu não faltava a nenhuma aula. Minha vida se resumia a casa e escola, nada além disso. Parece triste se você pensar que hoje na adolescência as pessoas parecem tão livres e donas de si, com opinião própria, gostos, manias - uns pequenos grandes. Eu mesma não sei definir a idade das pessoas, porque quando eu tinha a idade deles eu era bem diferente. Era uma adolescente reclusa - bem mais reclusa que hoje em dia - e sair não me fazia tanta falta assim porque, afinal, eu não conhecia nenhuma vida diferente da que eu vivia.

Odeio ficar doente, acho que uma das piores coisas de estar vivo é ficar doente. Sempre que ficava doente na escola e tinha que faltar às aulas, me fazia a seguinte pergunta: será que alguém vai sentir a minha falta? Logo eu, tão caxias, sempre ali, será que alguém vai notar? Nunca soube a resposta.

Já na universidade a preguiça do mundo começou a me tomar. Já estou bem longe do questionamento primeiro, do…

[27 de abril de 2011]

Fico pensando desesperada, às vezes, por que escrevo? Jogo uma palavras por aí e sei que ninguém as lê. Fico desiludida. Será mesmo um esforço em vão ou algum dia alguém vai tropeçar nas minhas besteiras? As pessoas falam sobre tudo, cada vez falam mais, tanta coisa para ver e ler, então chego a conclusão de que estou sendo inocente. Consigo me convencer, em pouco tempo, de que escrever não vale a pena da caneta que gastamos, nem o tempo e nem nada, porque sempre tem alguém fazendo a mesma coisa que você. Certo?

Não sei.

Há tanto mas não há tudo, então penso que eu talvez não seja mais uma inútil falando besteiras. Acredito que o problema é quando ficamos sozinhos, cara a cara com nós mesmos e descobrimos que não é bem falta de vontade, mas é medo de tentar. Escrever todos os dias, que bela banalidade, isso te dá comida? E o futuro, onde fica? Tem certeza que escrever e investir o seu tempo soltando umas palavras sem sentido é certo?

Talvez.

Não sei ser outra, então me aceito. Não me acei…