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[27 de abril de 2011]

Fico pensando desesperada, às vezes, por que escrevo? Jogo uma palavras por aí e sei que ninguém as lê. Fico desiludida. Será mesmo um esforço em vão ou algum dia alguém vai tropeçar nas minhas besteiras? As pessoas falam sobre tudo, cada vez falam mais, tanta coisa para ver e ler, então chego a conclusão de que estou sendo inocente. Consigo me convencer, em pouco tempo, de que escrever não vale a pena da caneta que gastamos, nem o tempo e nem nada, porque sempre tem alguém fazendo a mesma coisa que você. Certo?

Não sei.

Há tanto mas não há tudo, então penso que eu talvez não seja mais uma inútil falando besteiras. Acredito que o problema é quando ficamos sozinhos, cara a cara com nós mesmos e descobrimos que não é bem falta de vontade, mas é medo de tentar. Escrever todos os dias, que bela banalidade, isso te dá comida? E o futuro, onde fica? Tem certeza que escrever e investir o seu tempo soltando umas palavras sem sentido é certo?

Talvez.

Não sei ser outra, então me aceito. Não me aceito escrevendo e nem deixando de escrever, mas simplesmente me aceito como conflito, como dúvida, como alguém que anda na corda bamba sempre, sempre. Não exatamente insegura, apenas incerta de si mesma. Se um dia eu disser que tenho uma certeza, ela apenas se limitará à cor dos meus olhos. Tudo mais é questionável, mutável, efêmero e incerto na minha vida, como se eu flutuasse entre mim e eu todo tempo.

Quando acordo sei que vou me desconstruir um pouco mais durante o dia.

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