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[29 de abril de 2011]

Universidades são uma grande utopia. Pesquisas acadêmicas, teorias, conceitos, descobertas, teses, textos, pilhas e mais pilhas de conhecimento que ficam para sempre alojados naquele espaço, nunca saem de lá. Gosto de aprender para aplicar em outros lugares, longe de lá. Mas não importa o quanto eu me esforce se os professores - muitos, não digo todos - ficam presos nesse mundinho utópico e rodeado de teorias.

O mundo hoje exige ações práticas, rapidez, velocidade da informação. Informação superficial para quem quer consumi-la, informações complexas para quem está estudando. Não podemos ignorar nem uma nem outra, mas de ambos os lado vejo como as pessoas fingem que não existe o outro ponto de vista. Talvez todos aqueles que vivam longe da erudição sejam mais sinceros consigo mesmos do que os que vivem a erudição exagerada - e por que não dizer falsa?

Olho o mundo com olhos de turista, estou sempre passeando por ele. Não sei como mas consigo ver cores diferentes nas cores iguais de todos os dias. Por muitas vezes a mesma noite no mesmo horário pode ser bem diferente dependendo do dia, da luz, das pessoas... e de mim.

Se eu ainda estudo é porque quero algo pra mim, algo que será apenas meu. Pedaços de palavras que um dia transformarei em algo maior, mas não uma pesquisa. Talvez um romance, uma poesia, uma vida inteira. Ao aceitar a idéia de utopia eu aceito viver dentro dela e crio minha própria filosofia. O tempo está passando e eu preciso escolher e aceitar viver como escolhi todos os dias, porque o agora não volta nunca mais e pode acabar a qualquer momento.

Comentários

Talvez uma vida inteira!
- Bonito.