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Mostrando postagens de Junho, 2011

[30 de junho de 2011]

Por algum motivo tenho facilidade em esquecer as coisas ruins que me acontecem. Me esqueço de coisas bem simples, como o motivo de não usar mais tal sapato, tal blusa, de não agir de tal forma, de ignorar certo assunto, do motivo exato da briga com tal pessoa... Esqueço também de sentimentos grandes, de mágoas que me machucaram profundamente e se transformam em momentos banais, pedaços de passado. O problema mesmo é quando me esqueço das coisas boas.
Esquecer as risadas gostosas, as piadas entre amigos, a convivência fácil com as pessoas, os dias que passam tranquilos, os motivos que me fizeram fazer as escolhas que fiz, a boa comida sempre, a saúde, a alegria de poder continuar viva, o amor que tenho pelo que faço e o carinho que deposito em tudo que me rodeia. Me esqueço e quero mudar tudo só porque foram alguns dias ruins, a rotina me engoliu, não tive tempo para amar direito e... preciso mudar rápido.
Também esqueço outras coisas, como a emoção de ouvir certa música, o abraço apert…

Livrem-me da literatura acadêmica!

Talvez eu seja muito cética ou muito imatura, mas eu não entendo qual a importância de se avaliar, analisar, desvendar, desmembrar os conhecimentos sobre literatura. Ao meu ver, sinceramente, acho que a pessoa tem que ler, ler quanto quiser, quanto necessitar para se sentir satisfeita e tirar as suas lições de vida, as suas conclusões.
Dito isso, acho impossível fazer uma prova sobre literatura. Dar nota para uma análise, alguns dados históricos e umas meras comparações. Eu, sinceramente, me recuso. Quero deixar bem claro, eu não acredito em literatura acadêmica, para mim isso não funciona, é mera ilusão. Concordo muito mais com Paulo Leminski, os acadêmicos que fiquem lá nas bancadas, e eu aqui no meu canto.
Me sinto muito triste em pensar que passo dias e dias ouvindo, prestando atenção, aprendendo coisas novas para chegar no final, eu, um pedaço de papel e algumas perguntas bobas que não fazem parte do que teve verdadeiro valor para mim. Talvez eu seja uma louca entre os normais, m…

VENDIDO > Conjunto de Flash de Estúdio + Suporte para Fundo Infinito

Valor do conjunto: R$1000,00 (em 3x no cartão), possibilidade de negociação no pagamento à vista em dinheiro (não aceito cheques)

Produto seminovo, usado poucas vezes, em ótimo estado de conservação.

Formado por 02 Flash 200 com lâmpada de modelagem. 01 Cabo de sincronismo com 4,5 metros Pc/P2.
02 Refletores angular 030.
02 Sombrinhas refletoras com capa reversível, prateada / dourada com 90,0cm de diâmetro.
02 Tripés marca WF modelo 806 com altura máxima = 245,0cm.

Flash compacto para stúdio 200 marca Unitek.
Chave seletora de potência total e meia carga.
Lâmpada modeladora de 60W com chave individual de liga/desliga.
Fotocélula embutida.

Luz piloto indicadora de carga completa e botão de teste.
Cabo de força com 5 metros.
Tampa protetora das lâmpadas.
Articulação em nylon com encaixe para sombrinha e tripé.
Tempo de recarga de 3 segundos.

Acompanha o Suporte para fundo infinito móvel com tripés para 01 eixo. Fácil de montar e desmontar pode-se levar para qualquer lugar.
Formado por 02 tripés WF 806…

[20 de junho de 2011]

Corpo pesado. Sentir dor da cabeça até a ponta dos pés. Os músculos, estralos, tensões, tonturas, dores, texturas, cheiros, sensações. Se eu ficasse sentada ou deitada o dia inteiro não seria a mesma coisa, definitivamente. Pensei um pouco e concluí que só pode ser uma coisa: estou viva.
Existe uma prazer delicioso em se saber vivo. Em saber que o seu corpo se move por um propósito, que você caminho por alguma coisa. Para completar algo. Para atingir aquele ponto, alcançar aquela estrela. Por mais ilusório que seja, por mais fantástico e louco que pareça, é aquela estrela que eu quero alcançar agora. É por ela que estou me mexendo nesse instante. Não acredito numa vida sem sentido algum, na qual os dias passam sem que nada de novo seja consequência do antigo. Nada é constante.
No entanto não acredito que seja necessário se esforçar ao máximo, porque o equilíbrio não combina com extremidades. Penso apenas num esforço um pouco além do normal, apenas a ponto de te dar prazer. A vida sem es…

Discurso sobre o Amor

O amor não é único. Não acredito que ele possa ser um sentimento uno quando somos todos diferentes e amamos pessoas diferentes, coisas diferentes, animais diferentes, gestos diferentes.
O amor que está ao lado é diferente do que está no próximo cômodo. O amor do primeiro amor é diferente do segundo. O amor de quem está perto e de quem está longe. O amor que nos faz rir toda hora e o amor do silêncio. O amor de muitas idéias brilhantes e o das palhaçadas. O amor das palavras rabiscadas no guardanapo e o dos livros de autores mortos. O amor que acabou de chegar e o que sempre esteve conosco. O amor recém descoberto e o amor estruturado. O amor antes ódio e o amor sempre igual. O amor de luzes e o amor de escuridão. O amor que nos cega e o que nos abre os olhos. O amor material e o espiritual. O amor de quem podemos abraçar e o daqueles de quem apenas podemos recordar.
Pode ser uma única palavra, mas não múltiplos os significados. Se fosse tão simples assim não nos enganaríamos tão facil…

[10 de junho de 2011]

Cegos. Empilhando os dias, um após o outro. Levando o corpo aonde quer que seja, mas levando. Com ou sem vontade, se arrastando. Um mar de pessoas cegas saindo às 18h em ponto dos prédios da cidade, cada qual indo para sua casa, para o seu conforto.
Um mar de pensamentos dentro de cada um, e mesmo assim cegos. Cegos que enxergam apenas o que é necessário para se justificar, cegos de si próprios, mesmo achando que se sabem muito bem.
Não apenas a aceitação de que não nos conhecemos, mas a constatação de que não nos conhecemos verdadeiramente. Os piores defeitos, os mais baixos, temos todos.

[09 de junho de 2011]

Loucos. Loucos de amor, de desejo, de querer ter e não saber como. Loucos para chegar lá e mais além sem saber onde. Loucos Para ganhar muito, ganhar mais ainda e ainda achar pouco. Estamos todos loucos, uns que querem entrar e outros que querem sair. Descontentes, indecisos, medrosos, irredutíveis.
Sou uma louca que sofre por banalidades. Dei tantas voltas que virei uma barata tonta sem direção. Foi assim que decidi largar a minha carcaça e viver como uma lesma até o fim dos meus dias, deixando brilhantes rastros pelo caminho.
Ah, essa noite as palavras demoraram mais do que eu imaginava para sair desse coração vagabundo.

Amor Sui Generis

As costas encostadas no muro chapiscado, a pressão do momento fazendo com aquelas pontas malditas mais parecessem pregos, uma cama de pregos. Mas valia a pena, tudo pelo passeio das mãos no corpo, os beijos intermináveis naquela noite fria em que dois eram quase um, não havia frio nem dores que atrapalhassem.
Os carros que passavam, já bem esparsos pelo horário, iluminavam a cena como um raio, um flash, a fotografia do canto escuro que parecia, outrora, tão escondido dos olhos do mundo. Mão na mão, mão no braço, mão no ombro, mão no rosto, mãos nos cabelos, mãos rastejando lentamente nas costas, mãos na bunda, mãos já dentro da calça...
Na tentativa de fugir se é enlaçado, obrigado a ficar e continuar a brincadeira. A vontade de erguer a camiseta e arranhar as costas, as pontas do muro furando o corpo, uma dor gostosa e pungente, o frio, aquele maldito frio que não deixa separar.
Um flagra. Uma loucura. Um amor sui generis.

Angústia Construtiva

A angústia existe quando vivemos com amarras. Daí temos dores no peito, tensão nas costas, tonturas, dores de cabeça, energia demasiada para nada, porque estamos sem energia. Quando nos preocupamos com o julgamento dos outros. Quando pensamos que tudo aquilo que gostávamos de fazer é inútil e só gasta dinheiro.
Remédios, terapia, tudo uma grande loucura e ilusão. Não, não é que eu não fale, não é que eu não me expresse, não é que os conselhos são ruins. Sabe, estou morrendo a cada dia que passa, morro um pouco, estou sempre morrendo, eu sinto isso, só os inocentes não sabem que estão morrendo um pouco mais a cada segundo que passa.
Estou cansada de dar satisfações a todo instante, de olhar sempre a cara das pessoas, de não ter solidão em nenhum momento, de não poder ficar em silêncio com frequência, de não ter paz para escrever somente, de pessoas me cobrando coisas que eu não quero fazer. Preciso de um tempo parada, livre, alguém me dê tempo porque eu estou morrendo.
Não quero que voc…