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[10 de junho de 2011]

Cegos. Empilhando os dias, um após o outro. Levando o corpo aonde quer que seja, mas levando. Com ou sem vontade, se arrastando. Um mar de pessoas cegas saindo às 18h em ponto dos prédios da cidade, cada qual indo para sua casa, para o seu conforto.

Um mar de pensamentos dentro de cada um, e mesmo assim cegos. Cegos que enxergam apenas o que é necessário para se justificar, cegos de si próprios, mesmo achando que se sabem muito bem.

Não apenas a aceitação de que não nos conhecemos, mas a constatação de que não nos conhecemos verdadeiramente. Os piores defeitos, os mais baixos, temos todos.

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