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[20 de junho de 2011]

Corpo pesado. Sentir dor da cabeça até a ponta dos pés. Os músculos, estralos, tensões, tonturas, dores, texturas, cheiros, sensações. Se eu ficasse sentada ou deitada o dia inteiro não seria a mesma coisa, definitivamente. Pensei um pouco e concluí que só pode ser uma coisa: estou viva.

Existe uma prazer delicioso em se saber vivo. Em saber que o seu corpo se move por um propósito, que você caminho por alguma coisa. Para completar algo. Para atingir aquele ponto, alcançar aquela estrela. Por mais ilusório que seja, por mais fantástico e louco que pareça, é aquela estrela que eu quero alcançar agora. É por ela que estou me mexendo nesse instante. Não acredito numa vida sem sentido algum, na qual os dias passam sem que nada de novo seja consequência do antigo. Nada é constante.

No entanto não acredito que seja necessário se esforçar ao máximo, porque o equilíbrio não combina com extremidades. Penso apenas num esforço um pouco além do normal, apenas a ponto de te dar prazer. A vida sem esforço é escura, fria, não tem graça. É preciso escapar do zona de conforto, da rotina, daquilo que fazemos todos os dias no mesmo horário, do igual e confortável. É sempre melhor colocar a cabeça no travesseiro quando estamos cansados e sentimos nosso corpo esmorecendo aos poucos, relaxando até adormecer.

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