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[30 de junho de 2011]

Por algum motivo tenho facilidade em esquecer as coisas ruins que me acontecem. Me esqueço de coisas bem simples, como o motivo de não usar mais tal sapato, tal blusa, de não agir de tal forma, de ignorar certo assunto, do motivo exato da briga com tal pessoa... Esqueço também de sentimentos grandes, de mágoas que me machucaram profundamente e se transformam em momentos banais, pedaços de passado. O problema mesmo é quando me esqueço das coisas boas.

Esquecer as risadas gostosas, as piadas entre amigos, a convivência fácil com as pessoas, os dias que passam tranquilos, os motivos que me fizeram fazer as escolhas que fiz, a boa comida sempre, a saúde, a alegria de poder continuar viva, o amor que tenho pelo que faço e o carinho que deposito em tudo que me rodeia. Me esqueço e quero mudar tudo só porque foram alguns dias ruins, a rotina me engoliu, não tive tempo para amar direito e... preciso mudar rápido.

Também esqueço outras coisas, como a emoção de ouvir certa música, o abraço apertado recebido de repente, um beijo roubado, as lágrimas rolando ao ler a mesma história... Não nego que adoro a sensação de estar passando sempre como uma turista, uma aprendiz de mim mesma. Sempre boba, sempre em busca e sempre perdida.

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