Pular para o conteúdo principal

Livrem-me da literatura acadêmica!

Talvez eu seja muito cética ou muito imatura, mas eu não entendo qual a importância de se avaliar, analisar, desvendar, desmembrar os conhecimentos sobre literatura. Ao meu ver, sinceramente, acho que a pessoa tem que ler, ler quanto quiser, quanto necessitar para se sentir satisfeita e tirar as suas lições de vida, as suas conclusões.

Dito isso, acho impossível fazer uma prova sobre literatura. Dar nota para uma análise, alguns dados históricos e umas meras comparações. Eu, sinceramente, me recuso. Quero deixar bem claro, eu não acredito em literatura acadêmica, para mim isso não funciona, é mera ilusão. Concordo muito mais com Paulo Leminski, os acadêmicos que fiquem lá nas bancadas, e eu aqui no meu canto.

Me sinto muito triste em pensar que passo dias e dias ouvindo, prestando atenção, aprendendo coisas novas para chegar no final, eu, um pedaço de papel e algumas perguntas bobas que não fazem parte do que teve verdadeiro valor para mim. Talvez eu seja uma louca entre os normais, mas a literatura pra mim é muito mais pessoal e de discussão e não de formato. Me nego, sinceramente, a entrar no esquema.

Quanto mais eu penso, mas eu sei que isso não é pra mim. Sou eu que vejo as coisas de maneira diferente, tenho certeza disso. Eu nunca vou ver a literatura como um mero objeto de estudo, como um papagaio reco-repete, como uma ladainha interpretativa, como o desvendar de um pensamento que nem o escritor sabia ao certo.

Literatura é fruição, é prazer, é alegria, é emoção, é vontade de ler de novo, chorar de novo, morrer de rir, achar lindo o novo detalhe da releitura, é contato com uma outra mente, é estética, é pulsação, é vital. Um livro não tem nome, nem data e nem identidade, ele é o que é, maravilhosamente fruição.

Comentários