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[21 de julho de 2011]

O velho clichê desponta em minha mente: ninguém é insubstituível. Estando tão próxima de me ausentar daqui e ir para o outro lado do mundo, há sempre a dúvida sobre como todas as atividades que eu desempenho por aqui continuarão acontecendo e, talvez por medida de segurança, eu as esteja deixando de lado já de antemão. O problema é que a sensação de estar sendo substituída não me abandona em momento algum e eu fico com a impressão de que, uma vez de volta, meu lugar não estará vago.

Sou egoísta, ciumenta e possessiva, o que faz de mim uma mulher bomba atômica de reações imprevisíveis. Abandonar a casa assim logo agora que as bases estavam boas a e construção começou é muito arriscado pra mim. Certos dias penso em fugir para então em outro momento me arrepender por ter fugido. Meu corpo vai cansando do jogo e a cabeça roda a todo instante, uma eterna vertigem.

De todas as incertezas o certo é que a minha ausência fará com que eu abra mão do lugar que construí e isso, sem dúvida, me dá muito medo.

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