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[29 de julho de 2011]

Fazer uma corrente do meu eu para ver se encontro algum elo de ligação. Estou me desfazendo aos poucos mas num sentido bom, tentando tirar os acúmulos e cúmulos dos cantos, devolvendo emprestados, finalizando tarefas antigas e lembrando sempre da minha razão para respirar.

Sinto que vou me simplificando mas sem deixar de complicar tudo que me cerca. Me distribuo, me doou num ato egoísta, numa forma de encontro.

Estou feliz, uma felicidade de não pertencer a nada e ser do mundo, desintegrada de coisa alguma.

O próximo dia e um arrepio na espinha: está passando. Num tropeço alguém me lerá e no devaneio queria que ninguém me lesse. Seria fácil se esconder se fosse fácil, mas não é.

Dias enfileirados, um após o outro. Eu preferiria viver os dias uns antes dos outros, com uma prévia do que aconteceria no anterior já que estaria vivendo o próximo.

Alegria mesmo é noite, conforto e reclusão. Seria fácil se não fosse eu.

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