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[30 de agosto de 2011]

Hoje me conte sobre liberdade, sobre a sensação de estar sem pertencer, sem ter que se lembrar todos os dias para que vivemos, para que continuamos o caminho morno, caminho confuso de palavras que nos escapam além de nosso mero encanto, além dos dias e noites de sonhos que às vezes queremos agarrar, às vezes queremos esquecer de tão lindos, tão reais que sem querer nos acontecem, nos montam e desmontam feito joguetes sem destino, feito peças de um jogo que ninguém sabe jogar direito, ninguém sabe encaixar os detalhes na face desejada, na face que assumimos como sendo a verdadeira, como sendo a que nos convém quando as palavras nos transbordam, quando é impossível interromper a cadeia e colocar um ponto final

Pouco antes de dormir percebo a irrealidade.

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