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Mostrando postagens de Setembro, 2011

[23 de setembro de 2011]

Gosto do que é natural. De tudo que acontece sem planejarmos, sem ser forçado, engolido, moído ou doído. Gosto de tudo que vem sem que ninguém te obrigue a nada. Gosto do que é leve, do que é simples, do que é bom para todos e não só uma compensação de interesses.

Quando eu quero eu digo. Se não quero também digo. Mas, por algum defeito na minha formação, quando não quero não faço. Veja bem, eu não sei fingir que estou feliz, que estou alegre, que me sinto satisfeita em ser obrigada a alguma coisa. E pior, ao contrário do resto do mundo, acho que o amor é algo bem mais leve e menos forçado que tem que ser demonstrado a todo instante.

Por que não me reservam o direito dizer tchau de leve, sem dor, sem peso, sem hora marcada?

[07 de setembro de 2011]

O que pode mudar
Além do que está mudo
De um dia pro outro
Um plano infalível
Um rompante de grito
Amor além de palavras
Jogar o corpo livre
Atirá-lo a outra direção
Mudar o curso
Percursar-se
Rasgar o desejo em pedaços
Desajeitar o profundo sonho
Movimentar-se em direção alheia
O limiar entre o puro desejo
E a completa negação
Prestes a atirar uma vida fora
Para colher outra diferente
Prestes a ser-me mais
Jogando fora tudo que sou

Meu E-book Publicado! - Devaneios de Amor e Um Vintém

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Comecei a escrever com oito anos de idade, perguntando para a professora se eu poderia fazer poesias com as palavras que ela dava para os alunos fazerem frases. Eu não sabia bem o que era escrever, na minha casa não havia uma biblioteca e os únicos livros que eu vira até então eram os escolares mesmo. Na minha escolinha de bairro nem biblioteca havia.

Me lembro da primeira vez que entrei numa biblioteca. Foi simplesmente mágico, todos aqueles livros, um mundo sem igual que se abria diante dos meus olhos. De repente eu era amiga da bibliotecária, tinha a carteirinha lotada de empréstimos de livros açucarados e juvenis. Foi assim que descobri que eu também queria escrever um livro.

Tive uma professora que me incentivou muito, muito mesmo. Na escola havia uma matéria chamada "Oficina de Escrita", a que eu mais adorava. Escrevia mais em casa do que na aula, porque não me satisfazia escrever  perto das pessoas …