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Meu E-book Publicado! - Devaneios de Amor e Um Vintém



Comecei a escrever com oito anos de idade, perguntando para a professora se eu poderia fazer poesias com as palavras que ela dava para os alunos fazerem frases. Eu não sabia bem o que era escrever, na minha casa não havia uma biblioteca e os únicos livros que eu vira até então eram os escolares mesmo. Na minha escolinha de bairro nem biblioteca havia.

Me lembro da primeira vez que entrei numa biblioteca. Foi simplesmente mágico, todos aqueles livros, um mundo sem igual que se abria diante dos meus olhos. De repente eu era amiga da bibliotecária, tinha a carteirinha lotada de empréstimos de livros açucarados e juvenis. Foi assim que descobri que eu também queria escrever um livro.

Tive uma professora que me incentivou muito, muito mesmo. Na escola havia uma matéria chamada "Oficina de Escrita", a que eu mais adorava. Escrevia mais em casa do que na aula, porque não me satisfazia escrever  perto das pessoas - um misto de vergonha e mistério próprio, a descoberta da adolescência.

Eu queria publicar, era tudo o que eu queria. Não sabia bem porque nem para que, mas queria, aquilo ardia em mim. Entre a resposta e a realização do sonho, mandei originais para editoras, até recebi uma proposta péssima de uma editora de e-books quando o mercado dava seus primeiros sinais, em 2000. Meu objetivo era publicar um livro com 15 anos, mas tive que esperar mais 10 para conseguir "sair do armário".

Se eu sabia que queria escrever e não sabia para que, tive que buscar uma resposta tendo contato com mais arte. Aí veio a autocrítica, a maturidade, a liberdade e as responsabilidades de bandeja, tudo de uma vez só. Quase desisti, quase me deixei para trás, mas chegou um momento em que pensei que não se pode deixar si mesmo para trás, então continuei.

O escritor tem uma recompensa silenciosa, precisa saber ouvir o que as pessoas dizem dos seus textos no ar, nas ondas, nas vibrações. Uma construção que leva muito tempo para ser erguida e nunca ficará pronta. Tudo te impele a continuar, dia após dia, ler, reler e se arrancar de dentro do peito, se matar e reviver sempre - só assim verá tudo novo e continuará criando.

Com isso quero dizer que só quero que me leia. Não espero absolutamente mais nada de ser escritora, porque se algo vier será natural e calmo. Escrevo e publico porque me faz bem, assim como cantar, dançar, comer chocolate, viajar... Viajo todos os dias dentro de mim só para você.

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