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Mostrando postagens de Novembro, 2011

[12 de novembro de 2011]

Da vida levo
Um corpo cansado
E a tristeza pungente
Para que ando?
Na busca incasável
Em ter e o que ter
Morro a qualquer momento
Agora, depois
Sei que morro
E os vivos discutem
Brigam, roubam
Se desrespeitam
Se machucam
E morrem sempre no final
Não pensar?
Deixar viver até a morte?
Talvez morrer na esperança
De viver mais
Mas, já que estou vivo,
Aceito que nada
Faça sentido

[06 de novembro de 2011]

Diante do amor
Meu tudo monte
Na vida piro
E respiro
Dos eixos
Perdi todos
Minhas vaidades
Verdades complexas
Enchem meu ser
De pinguinhos
E me esvazia
E me aponta
Na rua sozinha
Sou uma tonta
Ando como quem samba
O asfalto quente
Frito um ovo
Como quem mente
Algo seminovo
Reflexo do dia
E do adiante
Antes pela meta
Que pela metonímia
Que sentido algum fizesse
E as palavras que o sono trouxesse
Fechassem os olhos com você
Quem dera!
Parar os pensamentos todos de uma vez
E da vida não esperar nada além
Nada