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[06 de novembro de 2011]

Diante do amor
Meu tudo monte
Na vida piro
E respiro
Dos eixos
Perdi todos
Minhas vaidades
Verdades complexas
Enchem meu ser
De pinguinhos
E me esvazia
E me aponta
Na rua sozinha
Sou uma tonta
Ando como quem samba
O asfalto quente
Frito um ovo
Como quem mente
Algo seminovo
Reflexo do dia
E do adiante
Antes pela meta
Que pela metonímia
Que sentido algum fizesse
E as palavras que o sono trouxesse
Fechassem os olhos com você
Quem dera!
Parar os pensamentos todos de uma vez
E da vida não esperar nada além
Nada

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