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Casulo Sonho


Viver no sonho é apertado
Por mais quentinho que seja
Seguro é sonhar no escuro
De quietinho, sussurrando
Caia do céu, oh! meu desejo
E sufocar as asas querendo nascer
Encolhidas para dentro das costas
Por que asas d’água não se vê?
No sonho está tão bom
Que é melhor esquecer de realizar
Procrastinando e fingindo que não é mais
Arquitetando desculpas infalíveis
O casulo fica cada vez mais espesso

O sonho é o próprio fingimento

Ao rebentar do casulo há tudo feito
Que, em síntese, é nada
A explosão que tudo espalha
Provoca o passo em meio ao pó
Empurra, embala, tonteia
Machuca, derruba, enlouquece
Olho para o chão e o sonho estourado
Me olha, de fora, feliz
Por se ver livre de mim

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