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Mostrando postagens de Maio, 2013

Quando o amor desacontece

Um amor de perfeito clichê Uma agonia Um casamento Uma folia Desanda nos anos Desatam as mãos Buchechas rosadas Saudável ilusão Amor velado de um dia Agora é frustração E a busca de um motivo Um culpado para apontar Tira as noites de sono Ah, só eu mesmo sei como
Me esqueci o que é amar

Para Inspirar

Um hoje já caído e distante
Do meu estranho ser, leve o fugidio
Amontoando caixas cheias de ar
Para talvez usar depois
Anoitece e os sons se dissipam
Em forma de caos cintilante
O avião passa e deixa som de espaço
Abertas asas para quem só sabe voar
É preciso encher os pulmões
E inspirar a vida
Antes que expiremos o eu nosso
De cada dia

Percepção

Uma hora depois de trabalho e lá estavam as 400 Santas Ritas de Cássia me olhando em suas formas redondas, divididas em duas porções de 200 e apenas o som dos trabalhadores e dos cães latindo ao longe, como no dia em que abri a porta do banheiro logo após o banho para deixar os cachorros saírem e o cheiro de café fresco invadiu minhas narinas, a mesma sensação de passar a toalha no corpo para se enxugar, num piscar de olhos as gotas somem da nossa pele, já que perceber e meditar são primos, é preciso se sentir, sentir desde o couro cabeludo até a ponta dos dedos dos pés para então descobrir de onde a angústia vem, um espirro e o cachorro andou, o barulho da máquina de cortar grama aumentou, o que tanto cortam lá fora, olho pela janela e só vejo o gol branco do vizinho da frente, de onde vem, é preciso perceber para saber de onde vem.

poesia para que

fácil poesia seria
se eu criança fosse
em desgovernada carroceria

poesia ser por que
ante luas vistas
despertar ao enternecer

sons madrugada adentro
fagulha leve penetrar
música como um unguento

antes explicação tonta
poesia para que
do que burrice pronta