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Livro Fluorescente

O jovem casal se aproximou do ponto de ônibus, não deviam ter mais de 18 anos, ela com a blusa combinando com a sapatilha vermelha, bolsa azul claro e calça jeans, cabelo liso e comprido, franja na altura da sobrancelha, livro na mão. Levava o livro como uma pasta preciosa de capa alaranjada, fluorescente no cinza de inverno da cidade, um nome conhecido escrito ali: Paulo Leminski. O ideograma/retrato do poeta feito por Claudio Seto fazia parte agora da troca de carinhos de um casal adolescente. E a moça sabia muito bem o que carregava, empunha seu escudo com todo respeito que merecia.


Quando ele foi embora ela ficou lá, livro na mão e olhar distante, acompanhando o rapaz.

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