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cadernovo

Busco uma enorme página marfim com a qual eu possa colocar toda a conversa em dia, falar das futilidades, trivialidades que percorrem a mente em dias de sol como hoje, enquanto eu fui eu o dia inteiro, euforias e eufemismos constantes, da paz meditativa até a ansiedade depois do café da tarde, pois é assim que se desenham meus dias, quando penso que está tudo resolvido chega o BOOM e me abala, às vezes o estrondo é inaudível, mas por algum motivo eu ouço, nem que seja como uma mosquinha zumbindo eu sempre ouço, você também deveria tentar ouvir esses barulhos, faz bem saber o que nos faz mal para que volte a fazer bem, exorcizar os relaxos e inflar os caprichos, continuar fazendo ou voltar a fazer tudo o que nos faz bem, como desenhar as primeiras palavras em um novo caderno, um desses velhos cadernos da minha coleção na gaveta do criado mudo ao lado da cama, luminária de luz quente acessa, revelando pensamentos que eu mal sabia que estavam na cabeça misturados com flashes de memória de algum passado distante outras terras da mente, outro momento da vida, algumas histórias tristes que ouvi explicam melhor o porquê de pessoas serem como são, só que não justificam por completo, já que se resgatar das profundezas depois de cair é uma missão delicada, pessoal e necessária para enfim se transformar.

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