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Mostrando postagens de Novembro, 2013

Cedo

Enquanto penso no medo
O que pensará o medo sobre mim?
Escondida na casca, tonta
Em segredo me amedronta
Antes do toque do clarim
Sob o olhar do medo uma concha construo
E nela coloco todo o medo que possuo
Para trancafiar-me com ele
Até o fim

Errônea

Resquício de querer
Tão claro que quero
Assim tão sincero
Quanto a borda do penar
Sem miséria arrependida
Ou espaços de naufragar
Eu, como o ser torto que sou,
Acostumei-me a ser errado
E quando sou bem interpretado
É apenas mais um erro
De quem lança o olhar
Porque minhas mazelas
Todas elas
Carrego no peito
Já que não há jeito
Delas se livrar
Assim, resta-me apenas revirar tumultos
E bisbilhotar os vultos
De quem passa por mim
Sem chance de ficar

Amarelo Amaria

Ah, Maria
Como eu te amaria
Até o mar iria
Amarelo ria
Já que amargo seria
Amor tecer assim só
Mas amar, Maria
Não é arma de disritmia
Me falta ar mar poesia
Pois se não fosse mar, ria
Seria ar de maresia
Atando na garganta um nó