Pular para o conteúdo principal

Errônea

Resquício de querer
Tão claro que quero
Assim tão sincero
Quanto a borda do penar
Sem miséria arrependida
Ou espaços de naufragar
Eu, como o ser torto que sou,
Acostumei-me a ser errado
E quando sou bem interpretado
É apenas mais um erro
De quem lança o olhar
Porque minhas mazelas
Todas elas
Carrego no peito
Já que não há jeito
Delas se livrar
Assim, resta-me apenas revirar tumultos
E bisbilhotar os vultos
De quem passa por mim
Sem chance de ficar

Comentários

Marilia Kubota disse…
Fugiu do "palavra puxa palavra", a poesia brincadeira, o que é bom. Vem aí a poesia-reflexão.

bj