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Mostrando postagens de Janeiro, 2014

Zumbidos

Isso da gente Não controlar o que sente De se perder Nas entranhas do destino De deitar e rolar Nas atitudes impensadas De mergulhar cada vez mais Num poço de erros seguidos Ainda há de nos enlouquecer Nas noites solitárias De corpos vazios E zumbido de pernilongo Ao pé do ouvido

pãezinhos

Final de tarde, horário de verão. Ao entrar na panificadora, já vê uma fila enorme, pelo menos seis pessoas na sua frente. Um movimento inesperado para o início do ano mas, como um bom curitibano, entra na fila sem pestanejar. O que estariam esperando todas aquelas pessoas ali? “Oi, Baiano, tudo bem? Quantos pães vai querer?” “Tudo sim, você querer três pães, por favor.” “E a senhora, vai querer quantos?” “Seis, mas eu prefiro os mais queimadinhos.” Nada perguntam para ele. Um silêncio estranho se fez em meio a toda aquela gente e a resposta chegou: estavam todos esperando o pão fresquinho.
Ah, o primeiro pão fresquinho do ano a gente não esquece. Recém-saído do forno, macio, cheiroso, até a manteiga mais durona se derreteria por ele de tão gostoso que é. Ninguém naquela fila queria nada além dos pães novinhos, as mãos suando durante a espera, a expectativa nas alturas e, de repente, o som dos bloquinhos de massa caindo na caixa de madeira anuncia a sua chegada.
Havia gente de todo o…