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(des)delírio

Andava com a leviana vontade de estremecer os topos das árvores, onde havia as folhas mais verdes e viçosas, mas antes era preciso descobrir o caminho das pedras por entre galhos e bugalhos que surgem sem aviso prévio dentro de nossas mentes, o arrepio quente na espinha que nos acomete quando estamos prestes a dar o próximo passo, o decisivo andar de cima de cabeça para baixo, o foco que rebusca e ofusca as narinas, e eu te calo com um sopro de vida, é cedo ainda, precisamos descansar o maquinário para sermos menos irritantes amanhã, já que amanhã será o cerão de ideias como todos os dias, refletimos conselhos, conflitos e medos em um movimento cítrico que queima estômagos, já pensou em se aposentar dessa vida e começar uma nova, como quem pendura um casaco e diz “agora não preciso mais de você” para então renascer com novos desejos, outros olhos para o mundo, olhos menos cegos de sonhos que libertam o coração e esvaiam os bolsos.

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