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Mostrando postagens de Abril, 2014

Palha lavra

Amor, fagulha leve
Em meu peito coração de palha
Faz o estrago que merece
E perece às vezes de se consumir
Como um vulcão de desejo
Palha lavra lava beijo
Se eu pudesse escolher, e escolheria
Viver amor e morte tudo num só dia
Para renascer todas as manhãs
Junto da fagulha ventania

Cercamentos

Chegará um dia em que todos os dias
Serão dias perdidos
Caídos no esquecimento do ar
E, de tristeza, as palavras voarão
Como nós nas arestas do destino
Desse mundo quadrado
Mudo e mudado
Que esquecemos de esquecer
E enquanto a infantaria das obrigações
Manda embora nossa infância
Inflamos o peito, temerosos pelo dia
Em que todos os dias serão dizimados
Por tudo que nos reprime
Nos deprime
E nos cerca