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Amanhã Ser



Como um prisma, o mundo amanhece
E no lusco-fusco dos postes que resistem
Assisto às nuvens laranjas que insistem
No céu azul royal que desvanece

Na força bruta de entrega ao infinito
Sou um pássaro que engole ventania
Enquanto o dia raia em agonia
Pressuposto meu em monólito

E toda a crença pura
Ferveu-se na luz escura
Da noite de passado fugidio

Transfigura de pequeno espaço
Que entre brumas quentes caço
Um sol que ainda não surgiu

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